terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Licor de Vinho Santa Bebiana


O Passado de Pedra decidiu criar uma nova marca!

A marca Santa Bebiana pretende homenagear uma das tradições mais antigas de Caria, a festa de Santa Bebiana, celebrada a 2 de Dezembro, hoje!!!
É uma festa muito particular, pois celebra a devoção por Santa Bebiana, a padroeira das mulheres bêbadas, tratando-se de um testemunho etnográfico das festas báquicas pagãs.
Durante a procissão Santa Bebiana encontra S. Martinho, o padroeiro dos homens bêbados, e os santos cujo aspecto nada tem de religioso, são transportados em andores e acompanhados por um “padre” que proclama “orações” irónicas como o “Pai-Nosso do Vinho – Santa uva que estais na parreira, purificada sejais sem enxofre e sem sulfato. Venha a nós o vosso líquido para ser bebido à nossa vontade tanto na taverna como na nossa casa, livrai-nos de quebrar a cabeça. Ámen!”.
Nos anos 80, os santos eram feitos de palha e queimados no final da procissão, tradição essa que este ano foi lembrada. É por essa razão que a Santa Bebiana e o São Martinho representados na marca "são de palha".
E qual o melhor produto para começar a louvar a Nossa Santa?? Um Licor de Vinho, é claro!
Viva a Santa!





quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Doce de Mogango


        

         
Muitas vezes, tenho enviado a pedido de clientes  a receita deste doce que me foi ensinado por uma vizinha e que é servido ao pequeno-almoço no Passado de Pedra.
 
 Publicamos agora a receita:         
750 gr de  Mogango ou Abóbora Manteiga
700 gr Açúcar
1 Pau de Canela
 
Tirar a casca à abóbora, partir em cubos pequenos e escaldar com água fervida. Deixar a abóbora na água até a água ficar fria. Escorrer a água e colocar num tacho.
Seguidamente deitar o açúcar por cima e deixar o açúcar derreter (por aqui, diz-se derregar), se necessário deitar um pouco de água por cima. Adicionar o pau de canela.
 
Colocar em lume baixo e deixar cozer. Depois de cozida a abóbora, deitar um pouco num prato e verificar o “ponto estrada”. Não se aflija, se não conhece o significado, basta deitar um pouco da calda do doce num prato, e depois ao passar com uma colher de pau verificar se se forma como que uma estrada. 
Após colocar o doce no frasco, colocar a tampa e virar com a tampa para baixo. Deixar assim até arrefecer.
Os frascos devem ser  previamente esterilizados em água a ferver, e depois deixados a secar com a “boca” para baixo.
 


 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Eime no Passado de Pedra


Conheci o Eime através do Wool, Covilhã Urban Art Festival, e a partir dai ficou a vontade de um dia ter o seu trabalho no Passado de Pedra.
A ideia inicial era um trabalho no exterior, mas esse teve de ficar para a Primavera…
Para que não ficasse triste… o Eime propôs fazer dois trabalhos, um para o exterior e um para o interior.Perguntou-me o que pretendia, e eu respondi que tinha uma grande admiração por “caras enrugadas”. É estranho, bem sei…, mas não resisto a uma “cara enrugada”!

Aqui ficam as fotografias do trabalho, falta escolher o local onde vai ficar!

Na vida real, Eime, chama-se Daniel, nasceu nas Caldas da Rainha onde começou por fazer os primeiros graffiti. Depois partiu para Lisboa, onde evoluiu para a arte urbana e actualmente vive no Porto, tendo decidido dedicar-se à pintura com stencils em grande formato. Utiliza as sombras e diferentes tonalidades para construir os seus retratos, dando-lhes uma expressividade impressionante.
Com a Wool aprendi a gostar da chamada “Arte Urbana” e partilho da sua opinião, que seguidamente transcrevo:
“A Arte Urbana é para todos, e não é o vândalo bicho-de-sete-cabeças que muitas vezes se pinta, podendo mesmo ter um papel importante na regeneração das cidades e também na vida pessoal de muitos. Não basta, no entanto, expor estruturadamente estas noções para que as mentalidades comecem a mudar, porque muitas vezes o preconceito ultrapassa a secura da lógica.”
Agora aguardo com ansiedade a Primavera, para ver concretizado o trabalho no pátio do Passado de Pedra.

domingo, 3 de novembro de 2013

Arroz de Carqueja



A Carqueja (Pterospartum tridentatum, Geniesta tridentata) é uma planta que cresce de forma espontânea em Portugal, sendo possível encontrá-la na Serra da Estrela.
O Arroz de Carqueja, confeccionado com uma infusão que resulta da fervura da carqueja, é um prato bastante antigo que faz parte da gastronomia da Serra da Estrela.
A receita que aqui apresentamos foi provada em casa de uma vizinha, aqui em Caria.


Deverá ter em conta a quantidade de arroz que pretende fazer e colocar a ferver o dobro da quantidade de água (exemplo: para uma caneca de arroz, serão duas canecas de água). Depois da água estar a ferver, coloque alguns raminhos de carqueja, deixe ferver um pouco e depois apague o lume. Após cerca de uma hora, retire os raminhos de carqueja, se necessário passe a infusão por um passador. 
Compre carne entremeada e algumas horas antes, ou de véspera, deverá cortar a carne em pedacinhos e colocar em vinha d´alhos. Poderá enriquecer o prato juntando também pedaços de entrecosto.
Frite a carne num tacho com azeite e depois de frita retire do tacho, deixando ficar a gordura da fritura.
No tacho com a gordura, frite o arroz agulha e depois adicione a água da infusão de carqueja, e seguidamente a carne. Deixe cozer o arroz, depois de cozido coloque num tabuleiro e leve ao forno para alourar por cima. Quando estiver pronto, coloque raminhos de carqueja em cima do arroz.

   

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Turismo no Espaço Rural

Para finalizar o tema dos Empreendimentos Turísticos, queríamos ainda dar a conhecer os serviços mínimos, o que o cliente pode e deve esperar do Turismo no Espaço Rural, uma vez que é nesta categoria que se inclui o Passado de Pedra:
  • Serviço diário de pequeno-almoço (incluído no preço)

  • Arrumação e limpeza diária de quartos
  • As roupas de cama e as toalhas de casa de banho devem ser substituídas: 
    • Pelo menos duas vezes por semana;
    • Sempre que o hóspede o solicite;
    • Sempre que haja mudança de hóspede.
 Disponibilizar refeições, com marcação prévia, sempre que não exista restaurante a menos de 5 km (excepção das casas de campo, quando o proprietário não resida na casa). 
No caso do Passado de Pedra, não temos serviço de restaurante, uma vez que existem restaurantes em Caria. No entanto, quando se trate de um grupo e mediante acordo prévio, é possível servir refeições.
Os serviços obrigatórios acima mencionados também se aplicam ao Turismo de Habitação.
Esperamos com estes esclarecimentos acerca dos Empreendimentos Turísticos e em especial acerca do Turismo no Espaço Rural, ajudar o cliente a fazer uma boa escolha!
 E como de costume, não queremos deixar de dizer que o Passado de Pedra está licenciado com o Alvará nº40/2007 e inscrito no Registo Nacional de Turismo com o nº 494, estando classificado como Turismo no Espaço Rural, tipologia Casas de Campo.

Fotos H1 Arts   https://www.facebook.com/pages/H1-Arts
 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Orelhas de Haman

A comida tem uma importância fundamental em todas as festas e celebrações judaicas. Sendo que muito do que é colocado na mesa tem significado especial.
Uma destas celebrações é o Purim, festa celebrada anualmente no dia 14 do mês judaico de Adar. É considerado um dia de alegria, e embora inclua jejum e oração, segue-se depois um banquete e recitam-se cânticos. Neste dia, é frequente usarem-se máscaras e realizarem-se teatros satirizando pessoas e instituições.

Tradicionalmente, existe um doce típico da celebração do Purim, um biscoito de forma triangular, recheado de doce de frutas, de uvas, de sementes de papoila. Estes que hoje aqui apresentamos, com recheio de doce de frutas, foram confeccionados por membros da comunidade judaica de Belmonte e proprietários da loja Mazel Tov (Boa sorte), em Belmonte.

Na comunidade judaica de Belmonte são conhecidos por “Orelhas de Amán” (Oznei Haman), o cruel malfeitor da história do Purim.

Haman, segundo o antigo testamento, foi um malvado ministro da Pérsia, que tinha o plano de dizimar o povo Judeu, que vivia nessa região. Mas graças à Rainha Ester, uma jovem judia deportada, que casou com Assuero (também conhecido como Xerxes), o Rei da Pérsia, o plano de Haman fracassou e o povo judeu foi salvo de ser aniquilado.

A origem do nome vem do antigo costume de cortar a orelha de quem ia ser enforcado, e como esse foi o destino de Haman, apelidou-se o doce por esse nome.

São dadas várias explicações para o formato triangular do biscoito. Para alguns representa o chapéu de três pontas de Haman e para outros a força da rainha Ester e dos três fundadores do judaísmo: Abraão, Isaac e Jacob.

Durante a cerimónia do Purim é lido o Livro de Ester, que relata a história e sempre que é pronunciado o nome de Amán, fazem-se rodar as matracas, para que o som produzido, não permita que o seu nome seja ouvido, e para afastar o mal.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Encontro Os Enigmas da Herança Judaica




A Câmara Municipal de Belmonte em parceria com Departamento Cultural da União Desportiva Cariense, organiza o Encontro OS ENIGMAS DA HERANÇA JUDAICA, na Casa da Torre, em Caria, a 15 e 16 de Março de 2013. 
O Encontro pretende dar a conhecer e caracterizar o património judaico ainda existente em Portugal, no sentido de que este seja reconhecido e preservado.
Pretende-se também, uma reflexão e partilha de conhecimentos em relação ao significado e à classificação do património. 
São oradores, deste Encontro, algumas das personalidades que mais se têm destacado no estudo da história do cripto-judaísmo e dos vestígios da presença judaica em Portugal. 
A história do cripto-judaísmo só recentemente começou a ser divulgada e em relação ao património material, interpretado como de origem judaica, existe ainda algum desconhecimento por parte dos responsáveis com intervenção em obras de reconstrução e preservação de património. Por outro lado, também é necessário dar a conhecer este património ao público em geral, para que o reconheçam, preservem e valorizem quando este esteja presente nas suas casas. Surgiu assim a ideia de realizar este Encontro.
H
á, com certeza ainda muito património por descobrir!

Estarão ainda presentes os responsáveis de entidades ligadas ao turismo, no sentido de transmitir o valor turístico da herança judaica, nomeadamente a ARPT Centro de Portugal, a Associação das Aldeias Históricas de Portugal e a Rede de Judiarias de Portugal.

Programa:

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Classificações do Turismo no Espaço Rural



 Continuamos na tentativa de esclarecer as diferenças entre as diferentes classificações dadas aos Empreendimentos Turísticos.

Agora, chegou a vez de caracterizar o Turismo no Espaço Rural (TER), ou melhor, as tipologias que este engloba:

         Casas de Campo

          Agro-turismo

          Hotéis rurais

      Casas de Campo:
  • Situados em aldeias e espaços rurais; 
  • Arquitectura e materiais de construção têm de estar integrados na arquitectura local; 
  • Se forem exploradas várias casas, na mesma aldeia ou freguesia, por uma única  entidade, podem ser classificadas como Turismo de Aldeia; 
  • Podem ter no máximo 15 quartos;
  •  Licenciado pela câmara municipal.
  Agro-turismo:
  • Situados em explorações agrícolas;
  • Arquitectura e materiais de construção têm de estar integrados na arquitectura local;
  • Devem permitir que os hóspedes acompanhem e conheçam as actividades agrícolas e/ou participem das mesmas; 
  • Podem ter no máximo 15 quartos; 
  • Licenciado pela câmara municipal.
       
 Hotéis rurais:
  • Situados em espaços rurais;  
  • Arquitectura e materiais de construção têm de respeitar as características dominantes da região; 
  • Podem instalar-se em edifícios novos; 
  • Licenciado pela câmara municipal.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Empreendimentos Turísticos



 Após o esclarecimento relativo à designação de Alojamento Local e de Empreendimento Turístico gostávamos agora de dar a conhecer as diferentes tipologias dos Empreendimentos Turísticos:

  • Estabelecimentos Hoteleiros: Hotéis e Pousadas de Portugal
  • Aldeamentos turísticos
  • Apartamentos turísticos
  • Conjuntos turísticos (resorts)
  • Turismo de Habitação (TH)
  • Turismo no Espaço Rural (TER)
  • Turismo da Natureza
  • Parques de campismo e caravanismo
Como se pode observar as classificações de: Residenciais, Pensão, Albergaria, deixaram de existir. As unidades que antes tinham estas classificações tiveram de se reconverter a uma das tipologias acima mencionadas. Quem mantém estas classificações não está a agir em conformidade legal.
Julgamos que entre as tipologias, hoje em vigor, a maior confusão surge entre os Hotéis, o Turismo de Habitação e o Turismo no Espaço Rural (TER). No Passado de Pedra, muitas vezes somos confundidos!

terça-feira, 31 de julho de 2012

“Room, Zimmer, Chambre" - Alojamento local vs Empreendimentos Turísticos


Muitas são as vezes em que nos deparamos com perguntas dos nossos clientes relativas às classificações dadas, em Portugal, ao alojamento.
Na realidade, por aqui já nos chamaram de tudo: Turismo Rural, Turismo de Habitação, Hotel, Residencial, Pensão…..
Talvez poucas sejam as pessoas que sabem que esta actividade está legislada (Decreto-Lei nº 39/2008, alterado pela Portaria nº937/2008 e Decreto-Lei nº 228/2009) e que para cada uma das classificações existem diferentes obrigações, que dão ao cliente diferentes direitos!
Acontece ainda que alguns “dos nomes que nos chamam” já nem sequer existem, isto é, já não podem ser utilizados legalmente, como é o caso de Residencial e Pensão.
Se quando compramos outros bens, nomeadamente: um electrodoméstico, queremos saber quais as suas características e as garantias que nos são dadas, porque será que quando compramos uma estadia não procuramos saber quais os nossos direitos e garantias.
Por outro lado, quando compramos algo que queremos que tenha garantia de qualidade, de substituição ou de indemnização, não a vamos comprar a qualquer “vão de escada” e tentamos saber se o estabelecimento está licenciado. No Passado de Pedra nunca nos foi feita esta pergunta!

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Restaurante Cova da Loba



A primeira coisa que nos chamou a atenção foi o nome do restaurante, mas logo a D.São nos explicou:
“Vive nos bosques das redondezas, uma loba, outrora humana, de seu nome D. Lopa.
Santo António, primeiro a fez expulsar de sua casa uma serva, descoberto que era o Demo disfarçado, e que em Linhares angariava almas p´ra sua causa.
Para compensar D. Lopa, o espirituoso santo converteu-a numa loba, por afinidade ao nome, concedendo-lhe uma longa vida, com a condição desta prestar o secreto serviço de trazer à sua terra os melhores frutos dos bosques das serras, e assim compensar os conterrâneos da inconsciente cumplicidade de outrora com Satanás, que a sua consciência não libertou.”
Ao passear em Linhares da Beira, Aldeia Histórica de Portugal, nunca pensaríamos encontrar um restaurante como o Cova da Loba, um espaço com decoração arrojada, constituído pela tradicional sala, mas também um outro espaço com uma mesa social, junto a uma lareira bastante contemporânea.
Neste espaço poderá tomar uma refeição completa, mas também poderá, das 17 ás 19h, aproveitar para petiscar e beber um bom vinho, junto à lareira.


Quanto aos pratos principais, provámos as Burras de porco preto estufadas, com castanhas e cogumelos, servidas em pão de centeio”  e  “Lombinho de novilho grelhado, com batata, verdes e creme de queijo da Serra” (fotos), e podemos afirmar que estavam uma maravilha!
No menu, há ainda muitos outros pratos, entre os quais “Cabritinho da Serra grelhado com salteado de legumes”, “Pernil de porco com arroz de feijão”, para além das entradas e sobremesas de fazer “crescer água na boca”.
A não perder!!!!

Contactos:
Largo da Igreja
6360-080 Linhares da Beira
Telf. 271776119; 914224533
GPS: 40º32'27''N - 7º27'40''O

sábado, 31 de março de 2012

GPSies Tracks for Vagabonds



Hoje, apresentaram ao Passado de Pedra um site muito interessante o GPSies!
Se gosta de caminhar, de correr, de fazer percursos de mota ou bicicleta, este é um site que não deve perder!
Através deste site é possível conhecer trilhos que já foram experimentados por outros amantes destas actividades e obter as coordenadas GPS para os poder seguir.
Mas, se quiser partilhar novos trilhos, aqueles trilhos que adorou, também o poderá fazer...

Siga http://www.gpsies.com e bons passeios!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Restaurante O Cangas


 



O Restaurante "O Cangas", situa-se em Caria, num edifício de 1806. Embora seja um edifício de granito, a sua arquitectura já foi bastante adulterada.
A entrada, é a de um "café de aldeia", mas a sala de refeições é bem mais moderna.
Aqui poderá encontrar vários pratos da gastronomia local, tais como o cabrito assado ou  grelhado, o  javali, a carne de porco ou o polvo, mas todos estes pratos são confeccionados com um toque de inovação.
Não, não se assuste, não serve "espumas ou mousses", apenas molho de alecrim para o cabrito ou castanhas e molho de frutos silvestres para o javali e podemos garantir que estes pequenos toques tornam os pratos tradicionais bastante apetecíveis.
Para sobremesa aconselhamos as típicas Papas de Carolo, o Leite-creme ou o Arroz Doce.
A comida é bem confeccionada e apresentada, e as doses são generosas.

Contactos:
Largo do Jacinto
Fecha ao Domingo ao jantar
telf.:  275 476 280

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A cavalo pelo campo, com paisagem de Serra

Acredita que a vida é uma colecção de experiências? Gostaria de fazer algo de diferente durante o seu fim-de-semana?


Aqui fica mais uma proposta, um passeio a cavalo ou de charrete, tendo como companhia o ar puro e a natureza. 
Não se preocupe, mesmo que nunca tenha visto um cavalo de perto, porque o seu anfitrião e guia lida há muitos e muitos anos com os simpáticos cavalos.


Na Quinta da Moreirinha, a 2 km Covilhã, e cerca de 10 km de Caria, poderá concretizar esta experiência, com programas que vão de uma a cinco horas, ideais para pessoas experientes e mesmo para quem nunca montou. 
No Passado de Pedra teremos muito prazer em efectuar a marcação. No entanto, também poderá efectuar a marcação directa, através do telemóvel 963 066 938.

Quinta da Moreirinha
Escadas de S. Silvestre, nº3 - Covilhã
Internet: www.passeios-cavalo.com
GPS 40 16 26
      07 27 02

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

As setas amarelas do Monte do Bispo até Belmonte....


Algumas pessoas, em Caria, fizeram-me a pergunta: “Porque é que agora há setas amarelas por todo o lado?”

 A explicação era simples, porque no passado dia 24 de Julho, numa iniciativa da Câmara Municipal de Belmonte, procedeu-se à marcação do percurso desde o Monte do Bispo até Belmonte. Este percurso, com cerca de 13 km, fazia parte da denominada "Via da Estrela", caminho percorrido pelos peregrinos que se dirigiam de Mérida a Braga, e daí para Santiago de Compostela.
 Bem, mas havia a pergunta seguinte: “Porquê a marcação com setas amarelas?”
Para esta pergunta a resposta era um pouco mais longa, e baseada apenas em informação retirada da Internet. Será que esta informação é verdadeira ou quase que uma lenda, pois……

Diz-se que Elias Valinã Sampedro, pároco da localidade espanhola de “O Cebreiro”, situada no caminho Francês foi o pioneiro na marcação do caminho, tendo dedicado muitos anos da sua vida ao estudo do Caminho de Santiago.

Elias Valinã Sampedro nasceu em Lier (Lugo), em1929, tendo ingressado no seminário de Lugo e ai efectuado os seus estudos eclesiásticos, terminando em 1953. Mais tarde, em 1957, matricula-se na Faculdade de Direito Canónico da Universidade de Pontifícia de Comillas, obtendo a licenciatura em 1959.

Realizou ainda um curso de doutoramento, na Universidade Pontifica de Salamanca, e a sua tese versou sobre “O Caminho de Santiago Estudo Histórico e Jurídico”.

Consta que, em 1984, Elias Valiña após lhe terem oferecido uma grande quantidade de tinta amarela, que tinha sobrado de uma obra, teve a original ideia de começar a sinalizar todo o caminho desde França até Santiago de Compostela com setas amarelas.

Na realidade, a sinalização com as setas amarelas espalhou-se pelos outros caminhos europeus, e é seguindo a mesma que milhares de peregrinos se orientam nos Caminhos de Santiago!.

domingo, 11 de setembro de 2011

Restaurante D. Sancho

O Restaurante D. Sancho, situa-se na Aldeia Histórica de Sortelha, junto à sua entrada e o seu nome surge devido ao foral dado à vila por D. Sancho I, em 1187. Está instalado num antigo edifício de granito bem recuperado e a sala é bastante acolhedora.
Aqui poderá encontrar vários pratos da gastronomia local, tais como a perdiz estufada com legumes, o javali com castanhas, o ensopado de cabrito e o cabrito grelhado. A comida é bastante bem confeccionada e é preciso que traga fome, pois a dose…..
Bem, mas se ainda tiver “um buraquinho”, aconselhamos as típicas Papas de Carolo, o Leite-creme ou o Arroz Doce.
Claro que a visita ao D.Sancho deve ser feita depois de visitar a vila e subir às muralhas, porque depois do almoço, será muito mais difícil!!.

Contactos:
Largo do Corro
Fecha ao Domingo ao jantar e à 2ªfeira
telf.:  271388267

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Museu do Queijo em Peraboa


Bem pertinho de Caria foi inaugurado, a 14 de Maio de 2011, o Museu do Queijo, na freguesia de Peraboa, concelho da Covilhã, com o desejo de homenagear a pastorícia, sobretudo o queijo. O manifesto do gado lanígero, ocorrido entre 1811 – 1833, no concelho da Covilhã, dá conta da tradição agro-pastoril de Peraboa, que contava com cerca de 4577 ovinos. Desta terra farta, saíram centenas de arrobas de queijo, que eram transportadas nos velhos cestos, em castanho ou vime, para a Covilhã e Lisboa. Os burros albardados a rigor, e com os alforges, passavam as águas gélidas de Inverno do Rio Zêzere. Desses tempos, restam as memórias que o Museu do Queijo pretende recuperar e devolver aos nossos visitantes, sem ignomínia.
Na matriz antropológica, cultural, histórica e gastronómica de Peraboa, salientamos o queijo “corno” ou velho, uma iguaria que sacia as pupilas gustativas.
De dentro para fora, o Museu pretende difundir as tradições, o brado dos campos férteis, o pastor, os rebanhos e a transumância.
O Museu do Queijo é uma verdadeira viagem sensorial não só à volta do Queijo da Serra da Estrela, como também pelas planícies da Cova da Beira.Este Museu é único em Portugal e dá a conhecer, numa primeira fase, a fauna e a flora, no contexto da Cordilheira Central Ibérica, tendo 1993 metros de altitude, dividindo o Norte do Sul de Portugal. São destacadas a Raça de Ovelha Bordaleira, a autóctone dos planaltos; de Peraboa, a Churra Mondegueira.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Festa da Cereja em Alcongosta

É tempo da Cereja e as feiras multiplicam-se na Cova da Beira, mas a Festa da Cereja, em Alcongosta, que decorreu entre 9 e 12 de Junho, é talvez a mais visitada. Este ano teve até a honra da visita do Presidente da República, inserida nas comemorações do dia 10 de Junho, realizadas em Castelo Branco.

Toneladas de Cereja, muitas pessoas, muitas tasquinhas, muita animação de rua, artesanato e algumas ideias criativas com base no fruto homenageado, a Cereja!.

   

Provámos Pasteis de Nata de cereja, oferta de uns simpáticos clientes do Passado de Pedra, granizado de cereja e espetadas de cereja envoltas em chocolate, ideias da Escola de Hotelaria do Fundão, que esperamos venham a ter continuidade.

Pelas ruas andaram concertinas, bombos, ranchos folclóricos e grupos de cantares e a animação durou até de madrugada.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Festa da Cereja no Ferro


A Junta de Freguesia do Ferro realizou, de quatro a cinco de Junho, mais uma edição da Feira Agrícola/Feira da Cereja.
A Vila do Ferro fica apenas a doze kilometros de Caria e por ser tão perto o Passado de Pedra decidiu  fazer uma visita e claro comprar uma caixinha de cerejas!!.
Este evento tem como principal objectivo a divulgação da Cereja local, bem como a dinamização da agricultura e a divulgação do artesanato. No entanto, à venda havia também bons enchidos e presunto.


Na feira havia ainda uma pequena exposição de animais, entre os quais algumas ovelhas bordaleiras da Serra da Estrela, de cujo leite se faz o famoso queijo da Serra. São giras, não são??.
E para não faltar animação, lá estava o Grupo de Bombos do Ferro!!!

domingo, 1 de maio de 2011

A “Via da Estrela” – Cáceres, Idanha-a-Velha, Penamacor, Caria, Belmonte……… Braga

 "Todos os caminhos vão dar a Roma" - Parte II


A “Via da Estrela”, como é agora conhecida, é constituída por 5 etapas:

1. CÁCERES-ALCÁNTARA inicia-se no caminho de Malpartida e segue paralela à actual estrada que se dirige a Arroyo de la Luz, segue depois em direcção a Brozas, onde existe um antigo Hospital de Peregrinos, e dirige-se até Villa del Rey, continua pelo Caminho Velho de Alcântara, passando junto ao castro romano de Los Castillejos.

2. ALCÁNTARA-IDANHA-A-VELHA em Alcântara pode observar-se a monumental ponte romana e o Convento de San Benito. É atravessando esta ponte, construída no séc. I d.C, que se chega à localidade de Estorninos, onde é possível encontrar uma igreja dedicada a Santiago. O caminho segue até à ponte romana de Segura e aí atravessa-se a fronteira Espanha-Portugal. A via continua pelo vale da Ribeira da Calçada até à localidade de Alcafoces. Dirigindo-se a norte, para a ponte romana e medieval sobre o rio Ponsul. Chega-se assim a Idanha-a-Velha.

3. IDANHA A VELHA - BELMONTE a via segue a direcção oeste, para o cemitério de Idanha- a Velha e atravessa a Ribeira de Moinhos, chegando à localidade de Medelim. Existe um caminho alternativo que se dirige a Penamacor, onde se encontra uma antiga igreja de Santiago.
De Medellim a via segue para a Bemposta e continua para as aldeias de Pedrogão, Mata Rainha e Quintas da Torre, onde se podem observar a “Torre dos Namorados” (vestígio romano), e finalmente chega à Capinha, onde ainda se pode observar calçada romana junto a à capela de São Marcos e a ponte romano-medieval sobre a Ribeira de Meimoa.
Da Capinha segue em direcção a Caria, onde ainda se podem observar alguns vestígios da calçada romana. Atravessa a Ribeira de Caria por uma antiga ponte medieval com fundações romanas, e passando por Malpique contorna a oriente a vila de Belmonte, chegando assim às impressionantes ruínas de “Centum Cellas”.
No castelo de Belmonte poderá observar alguns marcos miliários que pertenciam à via. Em Belmonte poderá também visitar a Igreja de Santiago.