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sexta-feira, 15 de julho de 2011
Museu do Queijo em Peraboa
Bem pertinho de Caria foi inaugurado, a 14 de Maio de 2011, o Museu do Queijo, na freguesia de Peraboa, concelho da Covilhã, com o desejo de homenagear a pastorícia, sobretudo o queijo. O manifesto do gado lanígero, ocorrido entre 1811 – 1833, no concelho da Covilhã, dá conta da tradição agro-pastoril de Peraboa, que contava com cerca de 4577 ovinos. Desta terra farta, saíram centenas de arrobas de queijo, que eram transportadas nos velhos cestos, em castanho ou vime, para a Covilhã e Lisboa. Os burros albardados a rigor, e com os alforges, passavam as águas gélidas de Inverno do Rio Zêzere. Desses tempos, restam as memórias que o Museu do Queijo pretende recuperar e devolver aos nossos visitantes, sem ignomínia.
Na matriz antropológica, cultural, histórica e gastronómica de Peraboa, salientamos o queijo “corno” ou velho, uma iguaria que sacia as pupilas gustativas.
De dentro para fora, o Museu pretende difundir as tradições, o brado dos campos férteis, o pastor, os rebanhos e a transumância.
O Museu do Queijo é uma verdadeira viagem sensorial não só à volta do Queijo da Serra da Estrela, como também pelas planícies da Cova da Beira.Este Museu é único em Portugal e dá a conhecer, numa primeira fase, a fauna e a flora, no contexto da Cordilheira Central Ibérica, tendo 1993 metros de altitude, dividindo o Norte do Sul de Portugal. São destacadas a Raça de Ovelha Bordaleira, a autóctone dos planaltos; de Peraboa, a Churra Mondegueira.
domingo, 18 de julho de 2010
Hotel das Águas de Radium ou Hotel da Pena
Há muitos anos, quando visitei Sortelha pela primeira vez, intrigou-me um misterioso edifício abandonado, que fica no caminho de Caria para Sortelha, quase, quase a chegar a Sortelha, na chamada Serra da Pena. Com o passar do tempo fui descobrindo a origem deste “castelo”, uma imponente construção em granito, que terá tido nos seus tempos áureos 90 quartos.
Conta uma lenda, ou será a realidade, que D. Rodrigo, um conde espanhol terá trazido a sua filha, que padecia de doença grave, para tratamento nas termas. Ao que consta as águas tiveram o devido efeito e a donzela curou-se. Assim, terá o conde mandado erigir o hotel termal como reconhecimento da cura. A história é relativamente recente, remonta ao início do séc. XX.
Bem, mas do conde espanhol e da sua filha não há relatos escritos. As evidências para as quais existem documentos dizem-nos que só em 1920, as águas foram reconhecidas como tendo propriedades radioactivas.
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